quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Boas Festas a todos os meus irmãos!!!





Encontrei esta "oração" que acredito vem bem a calhar, tanto no meu atual momento de vida como também neste momento da humanidade como um todo, onde os dias se fazem, muitas vezes sombrios, com tantas calamidades e coisas acontecendo que nos deixam sem a esperança de um dia melhor. Rezo pra que a humanidade acorde e possa enxergar além do véu que um novo mundo está nos esperando, um mundo mais brilhante, mais justo e mais feliz.

Desejo do fundo do meu coração que todos os meus irmãos possam encontrar a felicidade que bate à nossa porta todos os dias. Não a felicidade do momento, mais a felicidade real, aquela que faz com que todas as nossas cargas se tornem leves e fáceis de se carregar pois encontramos a verdadeira alegria de viver.

———

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras
forças querem que eu caia...

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a
pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento
por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A Vida é construída nos sonhos e concretizada no AMOR!

(Francisco Cândido Xavier)

———

Grande abraço a todos!!!

Marcello Job

domingo, 23 de dezembro de 2007

Feliz Natal!



Meus queridos amigos e irmãos,

que nosso Pai Oxalá se faça presente em nossos corações e em nossos lares nesse Natal! E que Ele nos abençoe com um Novo Ano de muita luz, paz, alegrias, saúde, amor e prosperidade!

Peçamos, também, que Ele abençoe a Casa de Caridade Pai Benedito de Angola e a todos que nela trabalham, seja fisicamente ou espiritualmente.

Muita Paz!


PS: ao que tudo indica, 2008 será regido pelo nosso Pai Ogum, que Ele nos proteja. Ogunhê!


SEJA NATAL!

O Espírito do Natal chega cedo, vem nas notas silenciosas do tempo, como música que se ouve só, mas que contagia todos os presentes, e até o mais humilde dos seres, o prisioneiro na cela, o doente na maca, o solitário na clausura, o revoltado do barraco, o indigente das ruas, o menino que sonha sozinho, todos se perdem comovidos com a canção, com esperança sonham, é tempo de renovação...
Lá está o Grande Maestro, repleto de luz, envolto em carismas e santidade, quer falar aos corações mais sofridos: " Eu sou o caminho, a verdade e a vida", quem chega até esta porta será bem recebido, de pão se fartará e tomará da água eterna, sou o próprio sentimento da criança, sou mais que uma simples esperança, sou mais do que um dia de festa, mais do que a fartura na mesa, mais que os brindes exagerados, mais que uma noite que finda...
Seja você, mais do que enfeite na árvore da sala, seja tomado pelo espírito renovador do Cristo, se faça presente, seja consolador, e eu insisto: seja o que perdoa, ama e ampara. Movido pelo amor, seja luz que clareia na escuridão, ainda que vela pequena, sempre será um clarão. Estrela pequenina que indica, nasceu o menino em Belém, vamos todos adorar, vem! È Jesus que renasce em você, É Jesus que proclama: seja feliz: aqui e agora, todo dia e em todo lugar. Mais do que um dia sem igual, com Jesus, todo dia é dia de Natal.
Seja você, um feliz Natal!

(Paulo Roberto Gaefke)


DESEJO A TODOS UM MARAVILHOSO NATAL E QUE 2008 SEJA REPLETO DE REALIZAÇÕES...

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!!!!

BJOKINHAS

FABIANA

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eparrei Iansã!

"O vento bateu na saia de Iansã
o vento bateu pra Iansã rodar"

Hoje é 4 de dezembro, considerado dia de Santa Bárbara, santa católica sincretizada com Iansã. Portanto, dia de Iansã... Eu, como uma boa filha de Iansã (com a licença de Iemanjá), não poderia deixar de falar dessa mãe maravilhosa. Pra mim Iansã representa a força, a coragem e até mesmo a fé. Quantas vezes achei que não seria capaz de fazer algo, mas segurei nas mãos de Iansã, aceitei o desafio e, felizmente, tudo deu certo... Quando o medo parece me dominar é hora de chamar por essa Mãe Querida. E ela sempre me acode! Confiem!

"Oh Iansã, a senhora está sorrindo
Oh Iansã, o seu manto é uma beleza
Oh Iansã és a deusa da Natureza

Eu vou lhe dar rosas amarelas
Entre as rosas és a mais bela"

EVANGELHO DO DIA 30/11:
Iansã é uma das mães Orixás mais cultuadas dentro da Umbanda e do Candomblé. Seu nome vem do yorubá - Iyá Mesan (a mãe de nove filhos). Iansã simboliza o aspecto guerreiro e protetor da Mãe Divina. É o arquétipo da mulher determinada, que vai a luta e não espera as coisas acontecerem. Como vibração divina, Iansã é o próprio axé que movimenta toda Criação. É também força direcionadora dentro da vida dos seres humanos. Senhora da Lei, és aplicadora e desencadeadora dos processos cármicos ligados a justiça divina. Mas é também, amparadora e guardiã dos trabalhos dármicos (missão) desempenhados por diversas consciências encarnadas aqui na Terra. Seu elemento é o ar na sua forma mais revolta. Muito comum também associá-la as tempestades e a qualquer tipo de evento climático. Na Umbanda está ligada as pedreiras, devido a sua forte ligação com Xangô. Tem como símbolos principais o raio e a espada. O raio é o símbolo da Justiça Divina atuando no plano físico. A espada é o instrumento da Lei, que zela, protege e ampara a todos. Em um nível mais profundo e romântico, o raio é a força que ilumina as trevas do ego, iluminando assim, toda nossa sombra psíquica e mostrando-nos o caminho verdadeiro para a auto-realização espiritual. A espada é o símbolo da luta pessoal, do melhoramento, da morte dos próprios vícios e viciações. Seu sincretismo acontece com Santa Bárbara, santa católica, que tem como símbolos o cálice e a espada, além de ser evocada durante as tempestades. O sincretismo afro-católico sempre foi e ainda é muito importante dentro dos rituais afro-brasileiros, especialmente dentro da Umbanda. Entendemos e vemos Santa Bárbara como uma manifestadora das qualidades de Iansã. Santa Bárbara é Iansã, Iansã não é “apenas” Santa Bárbara, mas através dela, percebemos uma manifestação humana dessa força. Santa Bárbara é, na linguagem própria do culto, uma filha iluminada de Iansã, que reflete em todos os sentidos as qualidades desse Orixá. Uma “alma-partícula de Iansã”, enviada pela Mãe a Terra... Além disso, aqui o conceito de egrégora torna-se extremamente importante, pois quando alguém ora e eleva-se através de Santa Bárbara, acessa mentalmente uma egrégora (somatório coletivo de pensamentos e sentimentos elevados) construídos através dos muitos anos que existe o culto a essa santa. Mais do que isso, também acessa e entra em sintonia com os espíritos socorristas que atuam dentro dessa egrégora de Santa Bárbara. A isso, soma-se dentro da Umbanda, a egrégora/vibraçã o de Iansã e o trabalho de seus muitos falangeiros, em uma síntese bem universalista e ecumênica, tão própria da religião. Lembrando sempre aos mais “tradicionalistas” , que os Orixás não são africanos, mas sim, são universais, estão em todos os povos, etnias e culturas. Como divindades amorosas que são, por todos velam, independente de raça, cor, língua, etc... Lembrando também, que talvez a única e verdadeira egrégora que exista seja a do AMOR INCONDICIONAL, e é por ela que Iansã e Santa Bárbara trabalham juntas, pois estão muito além das tolas convenções ou preconceitos dos seres humanos, pois é o amor, o amparo e o zelo pela humanidade, o que verdadeiramente importa a essas queridas Mães. Sua saudação é o Eparrei! (entoado de forma vibrante), som que faz referência ao barulho das trovoadas, além de ser uma saudação a força dos raios e tempestades. É um poderoso mantra de defesa espiritual, que pode ser vibrado mentalmente dentro do chacra frontal em situações de assédios e demandas espirituais. Seu toque dentro da Umbanda é o barravento, ritmo vindo da cultura bantu, percutido de forma veloz, que potencializa o axé movimentador da mãe, além de ser o toque ideal para que suas falangeiras dancem e girem pelo terreiro, “horizontalizando” e trazendo para o campo físico toda vibração e energia de Iansã. Iansã também é considerada a senhora dos eguns (espíritos desencarnados) . É ela que, depois da partida do cordão de prata, direciona os espíritos para o plano espiritual, depositando todos nas mãos amorosas de papai Obaluayê, Orixá responsável pelas passagens de um plano para o outro. Quando cultuada dessa forma, ganha o nome de Iansã das Almas ou Iansã do Balê. Balê é um nome africano para “casa dos mortos” ou cemitério. Suas festas e homenagens acontecem no dia 4 de dezembro, devido ao sincretismo católico. Sua cor é o amarelo e o vermelho. Seu número o nove. Nos cultos de nação é também chamada de Oyá, um epíteto para Iansã, nome que também faz referências a seus domínios em relação ao tempo climático.

Iansã é uma das mães Orixás mais cultuadas dentro da Umbanda e do Candomblé. Seu nome vem do yorubá - Iyá Mesan (a mãe de nove filhos). Iansã simboliza o aspecto guerreiro e protetor da Mãe Divina. É o arquétipo da mulher determinada, que vai a luta e não espera as coisas acontecerem. Como vibração divina, Iansã é o próprio axé que movimenta toda Criação. É também força direcionadora dentro da vida dos seres humanos. Senhora da Lei, és aplicadora e desencadeadora dos processos cármicos ligados a justiça divina. Mas é também, amparadora e guardiã dos trabalhos dármicos (missão) desempenhados por diversas consciências encarnadas aqui na Terra. Seu elemento é o ar na sua forma mais revolta. Muito comum também associá-la as tempestades e a qualquer tipo de evento climático. Na Umbanda está ligada as pedreiras, devido a sua forte ligação com Xangô. Tem como símbolos principais o raio e a espada. O raio é o símbolo da Justiça Divina atuando no plano físico. A espada é o instrumento da Lei, que zela, protege e ampara a todos. Em um nível mais profundo e romântico, o raio é a força que ilumina as trevas do ego, iluminando assim, toda nossa sombra psíquica e mostrando-nos o caminho verdadeiro para a auto-realização espiritual. A espada é o símbolo da luta pessoal, do melhoramento, da morte dos próprios vícios e viciações. Seu sincretismo acontece com Santa Bárbara, santa católica, que tem como símbolos o cálice e a espada, além de ser evocada durante as tempestades. O sincretismo afro-católico sempre foi e ainda é muito importante dentro dos rituais afro-brasileiros, especialmente dentro da Umbanda. Entendemos e vemos Santa Bárbara como uma manifestadora das qualidades de Iansã. Santa Bárbara é Iansã, Iansã não é “apenas” Santa Bárbara, mas através dela, percebemos uma manifestação humana dessa força. Santa Bárbara é, na linguagem própria do culto, uma filha iluminada de Iansã, que reflete em todos os sentidos as qualidades desse Orixá. Uma “alma-partícula de Iansã”, enviada pela Mãe a Terra... Além disso, aqui o conceito de egrégora torna-se extremamente importante, pois quando alguém ora e eleva-se através de Santa Bárbara, acessa mentalmente uma egrégora (somatório coletivo de pensamentos e sentimentos elevados) construídos através dos muitos anos que existe o culto a essa santa. Mais do que isso, também acessa e entra em sintonia com os espíritos socorristas que atuam dentro dessa egrégora de Santa Bárbara. A isso, soma-se dentro da Umbanda, a egrégora/vibraçã o de Iansã e o trabalho de seus muitos falangeiros, em uma síntese bem universalista e ecumênica, tão própria da religião. Lembrando sempre aos mais “tradicionalistas” , que os Orixás não são africanos, mas sim, são universais, estão em todos os povos, etnias e culturas. Como divindades amorosas que são, por todos velam, independente de raça, cor, língua, etc... Lembrando também, que talvez a única e verdadeira egrégora que exista seja a do AMOR INCONDICIONAL, e é por ela que Iansã e Santa Bárbara trabalham juntas, pois estão muito além das tolas convenções ou preconceitos dos seres humanos, pois é o amor, o amparo e o zelo pela humanidade, o que verdadeiramente importa a essas queridas Mães. Sua saudação é o Eparrei! (entoado de forma vibrante), som que faz referência ao barulho das trovoadas, além de ser uma saudação a força dos raios e tempestades. É um poderoso mantra de defesa espiritual, que pode ser vibrado mentalmente dentro do chacra frontal em situações de assédios e demandas espirituais. Seu toque dentro da Umbanda é o barravento, ritmo vindo da cultura bantu, percutido de forma veloz, que potencializa o axé movimentador da mãe, além de ser o toque ideal para que suas falangeiras dancem e girem pelo terreiro, “horizontalizando” e trazendo para o campo físico toda vibração e energia de Iansã. Iansã também é considerada a senhora dos eguns (espíritos desencarnados) . É ela que, depois da partida do cordão de prata, direciona os espíritos para o plano espiritual, depositando todos nas mãos amorosas de papai Obaluayê, Orixá responsável pelas passagens de um plano para o outro. Quando cultuada dessa forma, ganha o nome de Iansã das Almas ou Iansã do Balê. Balê é um nome africano para “casa dos mortos” ou cemitério. Suas festas e homenagens acontecem no dia 4 de dezembro, devido ao sincretismo católico. Sua cor é o amarelo e o vermelho. Seu número o nove. Nos cultos de nação é também chamada de Oyá, um epíteto para Iansã, nome que também faz referências a seus domínios em relação ao tempo climático.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Oferendas para os orixás




Muitos médiuns vêm nos perguntar quais oferendas podemos dar no dia de determinado Orixá. Estaremos agora passando uma receita básica que pode ser utilizada para qualquer Orixá ou Entidade.
* um pacote de amor, em pó, para que qualquer brisa possa espalhar para as pessoas que estiverem perto ou longe de você;
* um pedaço (generoso) de fé, em estado rochoso, para que ela seja inabalável;
* algumas páginas de estudo doutrinário, para que você possa entender as intuições que recebe;
* um pacote de desejo de fazer caridade desinteressada em retribuição, para não "desandar" a massa.
Junte tudo isto num alguidar feito com o barro da resignação e determinação e venha para o terreiro. Coloque em frente ao Congá e reze a seguinte prece:
"Pai, recebe esta humilde oferenda dada com a totalidade da minha alma e revigora o meu físico para que eu possa ser um perfeito veículo dos teus enviados. Amém."
Pronto! Você acabou de fazer a maior oferenda que qualquer Orixá, Guia ou Entidade pode desejar ou precisar...
Você se dispôs a ser um MÉDIUM!

Mensagem psicografada por Mãe Iassan Ayporê Pery a ser publicada no livro "Umbanda - Mitos e Realidade" (no prelo)
Um médium iniciante, foi falar com o Dirigente do terreiro, estava ansioso em saber algumas coisas:

- Pai preciso saber urgente quem são meus Orixás, e com quais entidades vou trabalhar ?
- E por que esta pressa meu filho? – Respondeu o dirigente.
- È que tenho amigos em outro terreiro e quando souberam que eu estava freqüentando a Umbanda, me fizeram estas perguntas e eu não soube responder.
- Vou te ensinar a resposta, quando te perguntarem novamente responda:

“Sou filho do Orixá Humildade e do Orixá Caridade, as entidades com as quais vou trabalhar são Fé, Amor, Paciência, Perseverança.”

O médium ficou olhando sem entender as palavras do dirigente que continuou:
- Na Umbanda não temos de nos preocupar que são nossos Orixás, temos o dever de cultuar a todos com a mesma fé e amor, de nossas entidades o que menos vai importar é seu nome, devemos sim nos preocupar em ajudá-las a transmitir a aqueles que os procurarem as energias positivas e a paz que procuram.

domingo, 4 de novembro de 2007

Prece a Omolu

Ó Senhor de todos os tempos e de todas as idades,Ó ! Vós que girais a grande roda das encarnações.Senhor da morte, da transformação sucessiva,Destruidor das formas, dilacerador de ilusões,Piedade para todos nós, seus filhos.Senhor Omolu, agente direto do Carma,Dai-nos a sabedora e a realidade sem falsas aparências;Fazei-nos dignos de vosso trabalho e de vossa divina canseira.Ó abençoado Pai, Senhor da sucessão na matéria e na alma,Sois o grande Zelador da vontade de OLORUN,por todos os tempos e eras imemoriais,Rogamos a vossa presença,Para, conscientemente, vivermos de acordo com a Lei.Perdoai-nos Ó ! grande Ser. Pela ignorância que nosveste de temor, pelo seu grandioso trabalho,consenti que a nossa devoçãorepouse na majestade dos desígniosdo teu Poder e Querer.Atotô Omolu

Evangelho do dia 02/11

Nesse dia, refletimos um pouquinho sobre nossos queridos vovôs e vovós, que são um exemplo de humildade e caridade.
Segue o texto:

Saudando os Pretos velhos de Umbanda
As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma. Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França. Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros: Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo e financiavam as guerras e fazia dos vencidos escravos. No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubas; geges; hauçá; minas e malês.A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro:“Em quatro séculos, XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população”.Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": pau, pano e pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães–do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi, protegido de Ogum.Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, Ventre livre e enfim a Lei Áurea.Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.
ATUAÇÃO
E assim são os Pretos-Velhos da Umbanda. Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.Com seus cachimbos, fala pousada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.Não se pode dizer que em sua totalidade que esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de preto-velho. Outros, nem pretos-velhos foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma.Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o preto-velho não é preto-velho, ou é, ou o que acontece???".
O espírito que evoluiu tem a capacidade de se por como qualquer forma passada, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um preto-velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.Para muitos os pretos-velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são psicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus de lei (exus de luz) desfazendo trabalhos e contra as forças negativas (o mal), espíritos obsessores e contra os exus pagãos (sem luz que trabalham na corrente negativa que levam os homens ao lado negativo e a destruição).

O LAMENTO DE UM NEGRO VELHO
Sofri no eito, Sofri na senzala, Quanta dô em meu peito!

Chorei, sofri, Apanhei de todo o jeito De sofrer quase morri Quanta dô em meu peito!
Suor, lágrima, derramei, De dor, de saudade, chorei, Sob o sol, sob a chuva no eito. Quanta dô em meu peito!
Veio a liberdade, Ainda assim eu chorei, De alegria é verdade. A tristeza não deixei, Negro é assim, não tem jeito. Quanta dô em meu peito!
Morto, ao mundo voltei. Ouço queixa e sofrimento Em todos os terreiros. É o continuar do meu lamento!
Augusto dos Anjos – Editora Nova Aguilar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Obaluaê

Amanhã (02/11) comemoramos o dia de Obaluaê. Para refletirmos um pouquinho sobre esse Orixá:

Obaluaê é o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro. É o Orixá da passagem entre os vivos e os desencarnados. Orientador das calungas (cemitérios) coordena as passagens. Tem o Dom da cura e das pestes, utensílio que o Grande Pai utiliza quando precisamos aprender a nos apegar mais ao espiritual, ao amor ao próximo, ao altruísmo. Infelizmente aprendemos muito pouco pelo amor, e ainda precisamos da dor para nos educar. O contraste entre o preto e o branco, a passagem, são as cores deste Orixá. É o senhor da vida e da morte, é ele quem traz a doença, mas, também traz a cura. Cultuado na Umbanda, principalmente em trabalhos relacionados com a cura. Todo e qualquer trabalho que envolva a cura, o cuidado com um enfermo é dirigido a este Orixá. Omulú, também conhecido como "o velho", Obaluaê, também conhecido como "o novo". É o regente do pólo magnético masculino da linha da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono Essencial do Saber ou Trono da Evolução. Juntamente com Nanã Buruquê cuida das passagens dos estágios evolutivos. Obaluaê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcançar o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos). É o mistério "Obaluaê " que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Nesta redução (que é um mistério de Deus regido por Obaluaê ), o espírito assume todas as características e feições do seu novo corpo carnal, já formado. Muitos associam o divino Obaluaê apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaê é muito mais do que já o descreveram. Ele é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro, de uma dimensão para outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa. Também conhecido como médico dos pobres, senhor absoluto de todas as doenças de pele e infecciosas. Protetor dos desamparados, humildes, doentes e médicos.

Sua cor é o preto e branco, sua erva é canela de velho, guiné, seu símbolo é o brajá de búzios, xaxará, instrumento de obaluaê como um chocalho, sua saudação é atotô, sua guia é de contas pretas e brancas de louça, sua pedra é a turmalina negra e ônix, sua essência é de cravo e canela, seu metal é o bronze, seu número é o 21 e o 9, sua comida é o doburu milho de pipoca estourados na areia da praia, sua bebida é o vinho de palma ou vinho moscatel, sua fruta é fruta do conde, abacaxi, seu dia é segunda-feira, é sincretizado com São Lázaro (Omulú) ou São Roque (Obaluaê).

CABOCLOS DE OBALUAÊ

São raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de Omulú/Obaluaê de primeira coroa possuem esses caboclos. Sua incorporação parece um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

PRETOS VELHOS DE OBALUAÊ

São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar. Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos Velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaê, e este é o "dono das almas", esses Pretos Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida. Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
(Fonte: umbandadeluz.com.br)

domingo, 21 de outubro de 2007

MEDIUNIDADE FÁCIL E DIFÍCIL



Para refletirmos um pouquinho:


“...se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele por sua vez nos negará...”
( 2 Timóteo, capítulo 1 – v. 12 )
(...) Neste tópico de sua segunda carta a Timóteo, Paulo destaca a importância de perseverarmos no Testemunho da Fé, em qualquer circunstância.
Fácil, por vezes, manifestarmos de quando em quando o nosso amor ao Senhor; difícil é o testemunho cotidiano: a perseverança diária no ideal que abraçamos, face aos problemas que nos fustigam sem tréguas...
Fácil é ser médium por um mês ou por um ano, optando por deixar ou persistir na mediunidade a hora em que se quer; difícil é ser médium a vida inteira, na saúde e na doença, na renúncia e na abastança, no entusiasmo e no desalento, na mocidade e na velhice...
Fácil é ser médium com o apoio e a compreensão dos familiares e amigos; difícil é ser médium convivendo com o escárnio e a indiferença dos que amamos...
Fácil é rotular-se médium e desfrutar das regalias de semelhante condição entre os homens de vida mística; difícil é ser médium disciplinado na casa espírita, participando, semana após semana, de seus estudos e reuniões sistemáticas de intercâmbio com o Mundo Espiritual...
Fácil é ser médium unicamente na lida com os Espíritos Benfeitores; difícil é ser médium nos serviços de enfermagem espiritual junto aos espíritos sofredores...
Fácil é ser médium da palavra; difícil é ser médium da exemplificação...
Fácil é ser médium no grupo de companheiros afinizados; difícil é ser médium dentro de casa, harmonizando as vibrações desencontradas...
Fácil é ser médium na publicidade e ser apontado como um dos expoentes da Doutrina; difícil é ser médium no anonimato, sem ouvir uma frase de estímulo de quem quer que seja...
Fácil é ser médium contando com a oposição declarada dos seus adversários; difícil é ser médium no clima dos conflitos íntimos que não se exteriorizam...
Fácil é ser simplesmente médium, portador de faculdades mediúnicas inquestionáveis; difícil é ser médium com Jesus...
Não nos esqueçamos de que, no instante do Tabor, quando do sublime fenômeno da transfiguração, Pedro, Tiago e João ladeavam o Senhor; todavia, no momento da cruz, Ele estava sozinho.
Para todo seguidor do Evangelho bem intencionado, chega a hora do testemunho – e existe grande diferença entre o testemunho a que somos convocados na companhia de outros e aquele a que somos exortados de maneira solitária.
Periodicamente, dentro das lutas menores de cada dia, o médium será chamado a testemunhos de maiores proporções e, quase sempre, estes testemunhos lhe serão oportunizados pelos próprios irmãos de ideal. É que todo medianeiro, na profilaxia contra o personalismo, necessita de ver reduzidos a pó o seu orgulho e a sua vaidade. Se ele não experimentar reveses periódicos, esgotar-se-lhe-á, por assim dizer, a fonte de toda a inspiração.
Os caminhos de luz da espiritualidade são caminhos margeados por muitas sombras...
O Senhor não escalou o monte-símbolo da redenção humana sem expor-se aos apupos da multidão que, desapiedada, assistia ao seu martírio, olvidando que, individualmente, todos os homens seriam chamados a acompanhá-lo. (...)
(trecho copiado do Livro “No Mundo da Mediunidade” pelo espírito Odilon Fernandes, psicografia de Carlos A. Baccelli)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Apresentação

Pensamos em criar um blog da Casa de Caridade Pai Benedito de Angola com o objetivo de refletirmos sobre a nossa querida Umbanda, além de trocar informações sobre as atividades da casa. Espero que consigamos criar, juntos, mais esse espaço de discussão e crescimento.
Como diria Bia: Saravá!

Inicio de Tudo

Tudo iniciou em 10 de outubro de 1985, com a presença do Caboclo Sete Flexas, através da médium Sra. Regina Maria na presença dos Srs. Milton e Nicolas , que tiveram a grata surpresa de ver o Caboclo Sete Flexas , fundar a Casa de Caridade Pai Benedito de Angola, e informar a ambos que a Casa já existia na espiritualidade, portanto contava com os Filhos de Fé para torna-la realidade no plano material. Após 22 anos de existência, sob a direção da Sra. Maria Neusa por 21 anos , e atualmente dirigida pelo Sr. Cezar Martinuci, a Casa de Caridade é uma realidade, onde temos a certeza de encontrar-mos o Amor ao Próximo, Compreenção, Afeto, Apoio e principalmente a Caridade tanto espiritual como material. Alem de termos nesses anos todos recebido diversas graças ( de acordo com o merecimento) e vermos a evolução dos trabalhos no trancorrer desse pe´riodo. Devo dizer que devemos agradecer a todos os Filhos de Fé que participam ou que já pariciparam das giras e trabalhos sociais, pois sem o empenho de todos não teriamos transcorrido o caminho. Muito obrigado a todos Filhos de Fé! Muito obrigado Caboclo Sete Flexas! Muito obrigado Pai Benedito de Angola!.

O chamado

Respondo a esse, como antes aos demais. Pisei na Casa de Caridade Pai Benedito de Angola em maio de 2005: no mesmo instante senti o conforto que só se tem em nossa própria casa. Para os amigos, mais irmãos do que se imagina, contei ter encontrado meu lugar, nosso lugar por assim - e hoje - dizer.
Passa apenas algum pouco tempo desde então. São muitas as mudanças proporcionadas, as faces encontradas, os agradecimentos a cantar e o sentimento de muito a se fazer.
Que seja esse somente um novo início, para o muito mais que ainda está por vir...

Saravá!