quinta-feira, 1 de julho de 2010

Leitura - parte II

Sobre a desobsessão

"Há quem pense, entre os encarnados, que uma missão de libertação se dê apenas com palavras bonitas e carregadas de conteúdo moralista, doutrinário. Ignoram que regiões inteiras do mundo oculto, desde milênios, permanecem nas mãos das organizações trevosas. Por isso mesmo, é necessário ação intensiva por parte dos guardiões que, semelhantes aos detetives do plano físico, investigam, colhem informações, elegem comissões e investem todos os recursos a fim de promover a emancipação de muitos espíritos, mantidos como reféns em sítios umbralinos. Somente após todo esse trabalho, frequentemente menosprezado pelos religiosos e estudiosos, é que tais entidades são encaminhadas às chamadas reuniões de desobsessão, seja nas mesas espíritas ou nos terreiros de umbanda. Quando o espírito chega a incorporar nos médiuns, muito antes, no plano astral, toda uma preparação complexa e minuciosa já foi realizada." (p. 279)

Quem diria, não é? Quando a gente tem que lidar com um obsessor no Centro, nunca imaginamos que ele já passou por diversos processos até ser encaminhado para o local onde ele vai conseguir a assistência e o auxílio necessários. Pensando assim, vemos que fazemos parte de um processo muito maior e que a nossa missão é extremamente séria. Por isso, com médiuns devemos sempre prezar pelo estudo, pela retidão e pelo "orai e vigiai". Somos importantes, mas devemos cuidar para não nos deixarmos tomar pela vaidade. Tenho para mim que não é mérito nenhum ser médium, é mais uma forma de aprendermos e pagarmos os nossos "carmas"...

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